Direito Europeu no Instituto de Empresa

Uma das matérias que eu, sem dúvida, mais gostei de ter tido no IE (Instituto de Empresa) foi Direito Europeu. Primeiro porque é algo completamente diferente do que nós estamos acostumados no Brasil.

Nas faculdades brasileiras, nós não aprendemos Direito do Mercosul, e todos os conceitos de cidadania, judiciário, moeda única são muito diferentes do que estamos acostumados e daquilo que estudamos em Direito Internacional Privado. Acho que se tivéssemos que escolher um sistema jurídico para fazer comparações com o sistema jurídico europeu seria o dos Estados Unidos, pelo princípio verdadeiramente federativo, onde poderíamos comparar cada estado norte-americano a um país da Europa e a “União Federal” à União Européia. Mas ainda assim é diferente.

Mas provavelmente o que eu mais gostei em ter estudado Direito Europeu foi o método Total Law™. Ao longo de dois dos quatro períodos que eu estudei no IE, tivemos a oportunidade de estudar os “Fundamentos Constitucionais da União Européia” e a “Lei do Mercado Interno”. Foi uma das matérias que provavelmente exigiu mais dedicação de leituras e preparação para as aulas (uma média de 300 páginas de casos por aula) mas onde pudemos observar a evolução do Direito Europeu através das decisões do Tribunal de Justiça da União Européia (European Court of Justice).

E como vocês podem ver no vídeo abaixo, só tive professores “de peso”, o que fez toda a diferença para o meu curso também!

Para entender a União Européia hoje, é importante entender um poquinho de história. E aqui vou tomar a liberdade de buscar alguns trechinhos no wikipedia. Após o final da Segunda Guerra Mundial, caminhou-se para a integração europeia, que era vista por muitos como uma fuga das formas extremas de nacionalismo, que tinha devastado o continente. Tal tentativa para unir os europeus foi a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) que, embora tendo o objetivo modesto do controlo centralizado das indústrias do carvão e do aço dos seus Estados-membros, foi declarada como sendo “uma primeira etapa para federação da Europa”. Os autores e os apoiantes da Comunidade incluíam Jean Monnet, Robert Schuman, Paul-Henri Spaak e Alcide de Gasperi. Os membros fundadores da Comunidade foram a Bélgica, França, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Alemanha Ocidental.

Em 1957, estes seis países assinaram o Tratado de Roma, que prorrogou o período de cooperação no âmbito da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e criou a Comunidade Económica Europeia (CEE), que institui a união aduaneira e a Euratom, para a cooperação no desenvolvimento de energia nuclear. Em 1967, o Tratado de fusão criou um único conjunto de instituições das três comunidades, que foram referidos coletivamente como Comunidades Europeias (CE), embora geralmente apenas como Comunidade Europeia.

Em 1973, a Comunidade Europeia é alargada de forma a incluir a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido. A Noruega tinha negociado também a sua entrada ao mesmo tempo que esses países, mas os eleitores noruegueses rejeitaram a adesão em referendo e assim permaneceu fora da Comunidade. Em 1979, realizaram-se as primeiras eleições democráticas para o Parlamento Europeu.

A Grécia aderiu em 1981, e Espanha e Portugal em 1986.Em 1985, o Acordo de Schengen abriu caminho para a criação de uma Europa sem fronteiras, permitindo que os cidadãos se desloquem sem necessidade de apresentar passaportes na maioria dos Estados-membros e de alguns Estados não-membros. Em 1986, a bandeira europeia começou a ser utilizada pela Comunidade e o Ato Único Europeu foi assinado.

Em 1990, após a queda do Cortina de Ferro, a antiga Alemanha Oriental tornou-se parte da Comunidade, como parte da recém-unida Alemanha. Com o alargamento para a Europa Central e Oriental na ordem do dia, os critérios de Copenhague para os Estados candidatos à adesão à União Europeia foram acordados.

A União Europeia foi formalmente criada quando o Tratado de Maastricht entrou em vigor em 1 de novembro de 1993, e, em 1995, a Áustria, Suécia e Finlândia juntaram-se à recém-criada União Europeia. Em 2002, o euro tornou-se a moeda nacional em doze dos Estados-membros. Desde então, o euro passou a englobar dezasseis países, com a Eslováquia a aderir à Zona do Euro em 1 de janeiro de 2009. Em 2004, a UE viu o seu maior alargamento, até à data, quando Malta, Chipre, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Eslováquia e Hungria aderiram à União Europeia.

Em 1 de janeiro de 2007, Roménia e Bulgária tornaram-se nos mais novos membros da UE e a Eslovénia adotou o euro. Em dezembro de 2007, os líderes europeus assinaram o Tratado de Lisboa, que se destina a substituir a falhada Constituição Europeia, que nunca entrou em vigor depois de ter sido rejeitada pelos eleitores franceses e holandeses. No entanto, a incerteza sobre o futuro do Tratado de Lisboa, resultou na sua rejeição pelos eleitores irlandeses, em junho de 2008. Em 17 de julho de 2009, o Parlamento da Islândia concordou em pedir formalmente a adesão à UE, iniciando conversações para um acordo a ser submetido a referendo aos eleitores islandeses. Em 23 de julho de 2009, o Ministro dos Negócios Estrangeiros islandês apresentou, formalmente, o pedido de adesão da Islândia ao seu homólogo sueco (a Suécia tinha assumido a Presidência da UE nesse mês). Em 2 de outubro de 2009, os eleitores irlandeses aprovaram o Tratado de Lisboa. Com a aprovação final pela República Checa, em 3 de novembro de 2009, a União Europeia concluiu a ratificação do Tratado de Lisboa, entrando em vigor em 1 de dezembro de 2009.

Em 22 de dezembro de 2009, a Sérvia apresentou a candidatura oficial de adesão à União Europeia.

União Européia - Países Membros e Candidatos

Se você se interessou pela União Européia, pode acessar o Portal da União Européia: Europa que está inclusive em português!

E se realmente quiser se aprofundar no assunto, recomendo os livros European Union Law: Cases and Materials, dos autores Damian Chalmers, Gareth Davies e Giorgio Monti e EU Law: Text, Cases, and Materials dos autores Paul Craig e Grainne de Burca. Ambos podem ser encontrados no amazon.com.

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Publicidade e transparência são sempre bons!

Eu me lembro como se fosse hoje do Encontro de Núcleos Centro-Sul de 2004. Foi em São Bernardo do Campo e éramos 13 participantes de 5 estados diferentes. Na época eu era coordenador do Núcleo Regional de Jovens Líderes de São Paulo. E apesar de na foto estar batendo um “solzinho”, a noite fazia um frio danado, sendo que tivemos que “pegar emprestado” algumas blusas recolhidas na Campanha do Agasalho do Distrito de São Bernardo.

Encontro de Núcleos Centro-Sul

Foi o encontro em que discutimos como seria a Carta de Princípios da Rede Nacional de Jovens Líderes. Discutimos primeiro os conceitos de redes, comunicação e princípios, com muita ajuda de Cássio Martinho e sua publicação do WWF (“Redes: Uma Introdução às Dinâmicas da Conectividade a Auto-organização”, 2003).

Me lembro muito bem de um conceito, que foi inclusive para o documento que publicamos sobre a Carta de Princípios da Rede de Jovens Líderes na época. Cássio Martinho falava que “a informação é o alimento da rede”. E ele falava que “quando a informação flui, há uma operação plena da rede; quando a informação para, é concentrada ou represada, há um processo de concentração ou de desconexão em curso”.

Durante aquele final de semana em São Bernardo, em junho de 2004, o grupo que esteve lá presente trabalhou, discutiu e sugeriu os 10 princípios a serem adotados pela Rede Nacional de Jovens Líderes.

COMPROMISSO – PRÓ-ATIVIDADE – PUBLICIDADE

AUTONOMIA – INTEGRAÇÃO – TRANSPARÊNCIA

COOPERAÇÃO – RESPEITO – DINAMISMO – EQUIDADE

E eu me lembro muito bem que naquela época eu defendia muito 2 daqueles princípios, fazendo questão que eles estivessem presentes: publicidade e transparência.

Colocamos o princípio da Publicidade no documento dessa forma:

Tornar a informação pública. Entendendo-a como alimento da Rede, aqueles que controlam a informação controlam a dinâmica da Rede. Assim, numa simples constatação de centralização de informação, tem-se concentração de poder. E como já foi dito, há então um bloqueio do processo de formação de multi-lideranças, que por sua vez extingue a “pró-atividade”. E aqui, além de transportar significados de um lugar a outro, a informação tem por função organizar a ação da rede. E, para evitar essa manipulação, essa Rede terá por princípio disponibilizá-las das mais diversas formas possíveis (tornando-a pública aos membros da Rede), de forma que a vontade de se informar, enquanto atitude pró-ativa, agreguese à atitude – também pró-ativa – de disponibilizar informação, gerando um fluxo de informação contínuo, e portanto uma desconcentração de poder, formação de multi-lideranças e pró-atividade.

E o princípio da Transparência ficou dessa maneira:

Os Núcleos são animadores, fomentadores de comunicação. Mas, eles detêm um poder na Rede Nacional que outros nós não tem: são institucionalizados. Ou seja, são oficialmente validados. Numa estrutura que enxerga a fluidez como paradigma empoderador, essa facilidade pode significar concentração de poder, destruindo esforços no sentido de promover a multi-liderança e ações descentralizadas. Os nós podem perder a confiança nos Núcleos se imaginarem que ele (ou algumas de suas ações)  é uma “caixa preta”. A confiança talvez seja a única variável humana que permite a existência do “paradoxo dos exércitos”; e é uma das poucas que dá coesão a uma rede. Para minimizar possíveis efeitos negativos da sua atuação privilegiada, os Núcleos devem ser transparentes, introduzindo na Rede todas as estratégias tomadas quando das conversações com áreas específicas da UEB (ou onde exista um ‘poder’ específico). Aqui se aplica a seguinte idéia: “Não pode ser divulgado, não deve ser tentado”.

O quadrado de Kanizsa (à esquerda) ilustra a capacidade que temos em lidar com padrões inclompletos. Princípios devem ser vistos como o "quadrado inclompleto" que nos ajudam a montar, mentalmente, o quadrado branco.

E com base naqueles 10 princípios eu sempre procurei orientar minhas ações dentro da nossa instituição. Hoje, felizmente, além de termos um espaço específico no site dos Escoteiros do Brasil: www.escoteiros.org.br/internacional onde qualquer membro dos Escoteiros do Brasil pode ter acesso à todas as oportunidades da Área Internacional, temos uma conta no twitter @EscoteirosCNRI e uma página no Facebook: www.facebook.com/EscoteirosCNRI que são constantemente alimentadas, com total publicidade e transparência para todos os nossos associados. Além, é claro, de incluir as minhas experiências pessoais aqui no Blog.

Se você quiser saber diretamente as novidades do nível mundial, pode acessar com frequência o site da Organização Mundial do Movimento Escoteiro, através do link: http://scout.org/ ou você pode assinar a newsletter WORLDinfo através do worldinfo-en-subscribe@scoutnet.org

Se você quiser saber as novidades da nossa Região Interamericana, pode acompanhar o Boletim Informativo Mundus Novus, sempre disponibilizado no link: http://scout.org/en/around_the_world/region_interamericana/informacion_y_eventos/centro_de_recursos (sempre que sai uma edição nova nós divulgamos no Facebook e no Twitter)!

A Região Européia possui um blog específico, muito interessante e com a visita mais do que recomendada. O endereço é: http://www.europak-online.net/

E a Região Ásia-Pacífico também tem uma newsletter, que pode ser assinada através do inbox-subscribe@scoutnet.org

Também gostaria de aproveitar o post para destacar duas iniciativas de publicidade e transparência que eu acho louváveis. Ambas de dois grandes amigos.

João Armando Gonçalves

Uma delas é a página do Facebook do João Armando Golçalves. O João Armando é português, e foi eleito para o Comitê Mundial na Conferência do Brasil em janeiro de 2011, com total e integral apoio dos Escoteiros do Brasil (e vem correspondendo muito bem às nossas expectativas). Através da sua página no Facebook, qualquer um pode ficar sabendo da atuação do João como membro do Comitê Mundial. Se você ainda não “curtiu” a página do João, clique aqui https://www.facebook.com/joaoarmando.wsc e “curta” já!

Por fim, a última iniciativa que eu gostaria de divulgar é o Blog Transparência: Altamiro no CAN. Altamiro Vilhena foi eleito para o Conselho de Administração Nacional dos Escoteiros do Brasil no Congresso Nacional Escoteiro de 2011, realizado em Brasília, DF. Através do seu blog, Altamiro nos passa informações precisas sobre o escotismo no Brasil, bem como documenta toda a sua participação no CAN, sempre justificando suas posições. Se você ainda não conhece o Blog do Altamiro, acesse o link http://altamironocan.wordpress.com/ e passe a acompanhar as suas ações de perto.

Transparência: Altamiro no CAN

E você? Tem atuado com publicidade e transparência na sua função no escotismo? Isso vale desde o monitor, que deve passar para a sua Patrulha o que foi decidido na Corte de Honra, até o membro do Comitê Mundial, como o João Armando.

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Medindo a contribuição do Escotismo para as comunidades locais

Os escoteiros de hoje não estão fazendo apenas a semana “bob-a-job”¹, eles estão medindo o impacto que têm em suas comunidades

Feedback do público indica que o escotismo é uma experiência positiva para os participantes e a comunidade.Fotografia: Stefan Rousseau/PA Wire/Press Association Images

Quantos de vocês fizeram a promessa escoteira²? Mesmo que você não tenha feito, provavelmente você sabe que “ajudar ao próximo” é parte dela – e por todo o Reino Unido, 400.000 escoteiros e 100.000 adultos voluntários ainda fazem essa promessa.

Chamamos a atenção da mídia através do nosso anúncio que os escoteiros voltarão as ruas em maio do ano que vem como parte da atividade da Semana Escoteira Comunitária³, é  fácil esquecer que sólidos valores e a contribuição  positiva para a sociedade sempre estiveram na base do nosso movimento.

Onde uma vez você viu escoteiros engraxando sapatos e cortando a grama do jardim, em 2012, você provavelmente irá encontrá-los plantando árvores, reciclando e ajudando as pessoas mais velhas a usar a internet. Como um movimento, o escotismo não tem medo de mudança e, enquanto os nossos valores permanecem constantes, o que fazemos deve evoluir para atender as necessidades da sociedade de hoje.

Mas exatamente quanto o escotismo contribui? Nesta época de metas, precisamos ser tão inteligentes e responsáveis como qualquer outra organização. Não é o suficiente, na verdade é confuso, falarmos somente em ajudar velhinhas a atravessarem ruas. Pais, voluntários e colaboradores têm escolhas difíceis a fazer sobre onde eles colocam seus filhos, tempo e dinheiro. Eles precisam de evidências empíricas para ajudá‐los a tomar suas decisões.

É por isso que nós pedimos a uma empresa independente de pesquisa para medir o impacto4 – e nós realmente não sabíamos qual seria o resultado. Eles falaram com mais de 2.500 pessoas (voluntários, escoteiros, ex-escoteiros e não-escoteiros). Enquanto andávamos nervosos para cima e para baixo em nossas atividades, sabíamos que bons resultados eram vitais para que o escotismo permanecesse relevante nos dias atuais.

Felizmente, os nossos números, quando surgiram, reforçaram o que nós sabíamos lá no fundo – o nosso instinto que o escotismo faz a vida ser melhor para jovens, adultos e suas comunidades. Cerca de 88% dos nossos jovens afirmam que o escotismo ajudou no desenvolvimento de habilidades e 97% disseram que o movimento ajudou a fazer novas amizades e a construir relacionamentos com outras pessoas.

Todos os dias propiciamos aventura para meninas e meninos – ajudando-os a velejar, escalar, e acampar pela primeira vez (assim como andar de skate, dançar, cantar, cozinhar – a lista é longa). Isso significa que eles se divertem em um ambiente seguro, mas algo acontece também. Eles crescem na confiança, desenvolvem habilidades de liderança e começam a ter um maior interesse em assuntos locais, nacionais e internacionais.

Os resultados foram ainda mais surpreendentes quando tratamos dos adultos. Mais de 90% dos voluntários disseram que o movimento ajudou no desenvolvimento de habilidades pessoais e vocacionais. A evidência dos empregadores corrobora com esta afirmação também. Organizações afirmam que os funcionários que estiveram envolvidos no escotismo estão acima da média.

Mais relevante para o anúncio desta semana no entanto, é a evidência do nosso impacto sobre a comunidade. A pesquisa mostra que uma proporção substancialmente maior de escoteiros participam em atividades de voluntariado do que aqueles que não estejam envolvidos com escotismo – e o efeito é duradouro: 36% dos ex-membros se voluntariam regularmente (pelo menos duas horas por semana) contra apenas 26% da população em geral. Para muitos, o que começou como uma semana onde se aspirava tapetes e cortavam se gramados se transformou em um hábito ao longo da vida de dar algo de volta para suas comunidades.

Ajudar na comunidade fazme sentir que estou realizando algo maior”, Amy, de 14 anos, guia, disse‐me recentemente. Fizemos um pernoite for a para levanter o dinheiro no Dia Mundial dos Desabrigados 5. Conheci pessoas desabrigadas e vi por mim mesmo os problemas que enfrentam.”

Então da próxima vez que você ver um escoteiro na rua, veja através do lenço e do arganel – Você está olhando para um cidadão do futuro e um dos líderes do amanhã. Melhor ainda, ofereça um pouco do seu tempo. Não só você vai se sentir bem, mas há chances do voluntariado fazer você mais cobiçado pelo mercado e até mesmo melhorar sua vida social; nós prometemos.

Wayne Bulpitt é o Chief Commissioner (comissário chefe)6 da The Scout Association7, associação escoteira britânica.

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Notas da Tradução

1Bob-a-Job week, semana do bob-a-job é quando os escoteiros passeavam ao redor das vilas fazendo pequenos serviços por um bob (gíria antiga para a moeda de um xelim).

- Semana bob-a-job, senhor, existe algo que posso fazer por você?

2 Link na material original, idioma em inglês, trata sobre como é a lei e promessa escoteira na Associação Britânica: http://scouts.org.uk/supportresources/2943/scout-promise-law-and-motto?cat=7,132

3 Atividade tradicional na Associação Inglesa, onde durante uma semana em parceria com a B&Q, escoteiros se envolvem em projetos comunitários, link na matéria original, idioma em inglês: http://www.scouts.org.uk/community/cms.php?pageid=3238

4 Relatório da pesquisa sobre impacto no escotismo, link na material original, idioma em inglês, http://www.scouts.org.uk/supportresources/3844/a-report-on-the-impact-of-scouting?cat=562,592&moduleID=10

5 Atividade mundial com foco na conscientização da problemática dos desabrigados, link na matéria original, idioma em inglês: http://www.worldhomelessday.org/

6 Posição de maior responsabilidade dentro da Organização Escoteira Nacional do Reino Unido, sendo o chefe do serviço profissional, em ingles CEO – Chief Executive Officer – diretor‐executivo ou diretor‐geral, em português

7 Site Oficial da Associação Escoteira, link na material original, idioma em inglês: http://scouts.org.uk/

Referência

Artigo originalmente publicado em inglês, no periódico “The Guardian” no dia 24 de Outubro de 2011, acesso no link: http://www.guardian.co.uk/voluntary-sector-network/community-action-blog/2011/oct/24/what-scouting-delivers?INTCMP=SRCH

Traduzido por Felipe de Paulo e revisado por Lia Kaori, Comissão Nacional de Relações Internacionais dos Escoteiros do Brasil

Observação: Se alguém estiver interessado no relatório completo, basta me enviar um e-mail (ricardo.stuber[arroba]escoteiros.org.br) que será um prazer enviar.

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Bandas Escoteiras

Há tempos gostaria de fazer esse post sobre Bandas Escoteiras, mas precisava arranjar um pouquinho de tempo.

E é claro que não posso falar em Bandas Escoteiras sem falar no Trio Irakitam. O Trio Irakitan, para quem não conhece é um conjunto vocal e instrumental, criado em 1950 por Edison Reis de França, Edinho, Paulo Gilvan Duarte Bezerril (conhecido no meio artístico como Paulo Gilvan), e por João da Costa Neto, o Joãozinho.

O primeiro nome dado ao trio foi Trio Muirakitan, escolhido por Luís da Câmara Cascudo, que significa pedra verde em tupi-guarani. Como na época já havia um trio com o mesmo nome, Câmara Cascudo resolveu criar um neologismo, rebatizando o grupo de Trio Irakitan, que, segundo Paulo Gilvan, significa mel verde, ou numa linguagem poética, doce esperança.

Em 23 de abril de 1960, lançaram o LP “Sempre Alerta”, hoje uma raridade, com canções tradicionais escoteiras. As músicas que estavam nesse LP eram:

Trio Irakitan - Capa do LP Sempre Alerta

01. Alerta (Benevenuto Cellini dos Santos)
02. A Árvore da Montanha (Tradicional / Adpt. Padre Leopoldo Van Liempt)
03. Hino do Ajuri Nacional (João Ribeiro dos Santos)
04. O Cuco (Tradicional / Vrs. Léo Borges Fortes)
05. O Mar Estava Sereno (Tradicional / Vrs. Orestes Pero)
06. Guingangule (Tradicional)
07. Espírito de B P (Tradicional / Vrs. João Ribeiro dos Santos)
08. Rataplan do Mar (Benevenuto Cellini dos Santos)
09. Canção da Alvorada (João Ribeiro dos Santos)
10. Quebra Coco (Tradicional)
11. Acorda Escoteiro Acorda (Tradicional)
12. Stodola (Tradicional / Vrs. João Ribeiro dos Santos)
13. Polenta (Tradicional / Vrs. João Ribeiro dos Santos)
14. Canção da Despedida (Auld Lang Syne) (Tradicional / Vrs. João Ribeiro dos Santos)

Ou seja, a maioria das canções escoteiras que conhecemos (e as versões que cantamos) é graças ao Trio Irakitan.

E praticamente durante 50 anos ficamos ouvindo só as versões do Trio Irakitan aqui no Brasil. E aquilo que tinha sido inovador naquela época hoje em dia já não era mais tão “jovem” assim.

Em 2009, surge no Brasil a Banda Rataplan, que muitos de vocês já conhecem ou ouviram por aí. A receita do sucesso é simples! Como podemos ver no próprio site da banda: “A idéia de formar a banda surgiu em janeiro de 2009 durante o IV Jamboree Nacional em Foz do Iguaçu, quando Cesar Wild que participava da abertura do evento percebeu a necessidade de criar músicas escoteiras com uma cara jovem e inovadora para dar maior valor e identidade para os membros juvenis do movimento. Afinal de contas as tradicionais canções escoteiras são belíssimas e tem imenso valor histórico, mas já se tornaram repetitivas e um tanto ultrapassadas.”

O nome da banda foi escolhido para homenagear o Hino Alerta, também conhecido por: “Rataplan do Arrebol”. Assim sendo tornou-se Banda Rataplan, e seus membros os “Rataplans”.

 

Além da Banda Rataplan, hoje no Brasil também temos o projeto As Canções do Fogo Azul, que traz uma série de canções originais do escotista Roger Lobato.

 

Uma das Bandas Escoteiras que eu mais gosto é a banda mexicana Nudo. O seu primeiro album “Canciones sin utensilios” é um verdadeiro sucesso, não só no México, mas em toda a América Latina. Formada em 2008, a banda tem em seu repertório canções que também são conhecidas por aqui, como “Avançam as Patrulhas”, mas também uma série de canções próprias como “Yo soy scout”.

 

Na Argentina, também existe uma banda muito conhecida por lá chamada Los Dinosaurios, formada, como o próprio nome sugere, por “Dinossauros dos Escotismo”. Conheci essa banda em 2010, quando participei do Encontro Regional de Comunicação em Buenos Aires. Lembrando um pouco uma “banda de formatura”, o show deles no encontro foi bem divertido e aqui vocês podem ver um poquinho como foi.

 

Por fim, gostaria de comentar duas outras experiências internacionais. O EEAS e o Girl Scouts Rock!

EEAS 2011 que será realizado em Oaxaca

O EEAS (Encuentro de Expresión y Arte Scout), é um evento dos escoteiros mexicanos e, como seu próprio nome diz, é um encontro de expressão e arte escoteira. No EEAS, montam-se stands com diferentes atividades para que os participantes mostrem diferentes tipos de expressão artística. Os “stands” ou “oficinas” são: Festival da Canção, Expressão Literária, Expressão Tecnológica, Expressão Plástica, Coleções Escoteiras, Expressão Gastronômica, Filatelia, Expressão Corporal, Xadrez, Campismo, Artesanatos Escoteiros, Danças e Expressão Multimídia. Ou seja, um evento para todos os gostos!

O EEAS a ser realizado na década de 80, com 30 participantes na sua primeira edição e na edição de 2008, por exemplo, teve a participação de 10.000 (isso mesmo, dez mil) escoteiros.

 

O Girl Scouts Rock! é uma parceria das Girl Guides (Bandeirates) Americanas com a fabricante de instrumentos musicais Roland e oferece a meninas de 8 a 14 anos a experiência de tocarem músicas populares com instrumentos musicais modernos. Cada evento começa com uma apresentação da The Rockin’ Roland Girls Band e segue com uma série de atividades onde as jovens são incentivadas a explorar e desenvolver suas habilidades musicais.

 

Acredito que precisamos de mais iniciativas assim aqui pelo Brasil, para termos mais Bandas Rataplan, mais Nudos, e mais Dinosaurios por aqui. Quem sabe você não pode começar organizando um concurso de Bandas Escoteiras no seu Distrito ou na sua Região!!!

E se você souber de alguma outra iniciativa, ou de alguma outra Banda Escoteira, me avise que eu divulgo no Blog!

Tem Facebook? Quer saber um pouco mais sobre cada um? Veja aqui:

Banda Rataplan

As Canções do Fodo Azul

Nudo

Los Dinosaurios Rock Scout

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Obrigado Lia!

Não poderia deixar de registrar um agradecimento público ao post (O Chefe do Contingente) da minha grande amiga Lia Kaori em seu Fotolog. Aproveito para convidá-los a seguí-la, pois o seu Fotolog é muito bacana!

O endereço é http://www.fotolog.com/liakn

Obrigado Lia!!!

Fotolog da Lia

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Sub-Regiões e Reunião de Comissários Internacionais

Na última Conferência Escoteira Interamericana, realizada no Panamá entre os dias 15 a 19 de agosto de 2010, foi aprovada a “Resolução 10-05 – Sub-Regiões” com o seguinte texto:

“10-05 SUB-REGIÕES

CONSIDERANDO:

  1. O extenso território que compreende nossa Região e a grande quantidade de Organizações Escoteiras Nacionais que fazem parte, bem como as dificuldades de comunicação direta e os custos que elas geram;
  2. A necessidade manifesta por diversas Organizações Escoteiras Nacionais ao Escritório Escoteiro Mundial – Região Interamericana sobre acompanhamento e apoio mais direto às associações;
  3. Que, em cumprimento do Artigo 31, incisos d e f, são funções do Escritório Escoteiro Mundial – Região Interamericana, assessorar e prestar assistência técnica às organizações membro e identificar e formar líderes a nível regional e nacional em consulta com as organizações membro;

A CONFERÊNCIA ESCOTEIRA INTERAMERICANA RECOMENDA:

Que o Escritório Escoteiro Mundial – Região Interamericana estude a viabilidade de formar sub-regiões operacionais que ajudem a alcançar melhores resultados, analisando também a possibilidade de designar um executivo a cada uma das sub-regiões operacionais que apóie às Organizações Escoteiras Nacionais que façam parte de tais sub-regiões.”

Após a Conferência, o Escritório Escoteiro Mundial – Região Interamericana definiu pela formação de 4 Sub-Regiões: América Central (Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá e República Dominicana), Caribe (Curaçao, Aruba, Trinidad e Tobago, Suriname, Guiana, Bermudas, Barbados, Bahamas, Dominica, Granada, Haiti, Jamaica, Santa Lucia e São Vicente & Granadinas), Sul-1 (Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela) e Sul-2 (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai).

Antes de continuar faço uma parada para uma nota. Sou absolutamente contra a nossa Sub-Região se chamar “Sul-2”. Por vários motivos:

1-   A idéia de termos um Sul-1 e um Sul-2 gera uma competitividade e dá a impressão que Sul-1 é melhor do que Sul-2.

2-   Pelo nosso posicionamento no mapa, faz muito mais sentido que nós sejamos apenas “Sul” ou “Cone Sul”, e a outra Sub-Região deveria se chamar “Andina” ou “Bolivariana”.

3-   Por fim, se tivermos mesmo que ter dois “números”, o lógico é começar a contar pelo “Sul”, e não pelo Panamá. Ou seja, nossa Sub Região é a que deveria ser “Sul 1”.

Eu já fiz essa reclamação ao nosso Diretor Regional ao vivo e agora farei por escrito. Espero que possamos modificar essa denominação. Bom, passado o “momento não gostei da decisão tomada”, voltemos ao que interessa (e eu vou chamando nossa Sub-Região de “Cone Sul”).

Nossa Sub-Região e a Sub-Região do Caribe, foram as primeiras Sub-Regiões a terem executivos designados. O executivo da Sub-Região do Caribe é o Ronald Richardson e o da nossa Sub-Região é o Héctor “Pato” Carrer, já conhecido da nossa associação.

Nos dias 23 e 24 de setembro, foi feita a primeira reunião de trabalho sub-regional em Montevidéu, Uruguai, envolvendo a área de Métodos Educativos. Participaram as associações escoteiras da Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil. Representando os Escoteiros do Brasil nessa reunião, participaram Alessandro Vieira, Theodomiro Rodrigues e Luiz Cesar “Miro” Horn na reunião de programa educativo e Antonio Cesar Oliveira, Carmen Barreira e Megumi Tokudome na reunião de gestão de adultos.

Paralelamente a essa reunião, e aproveitando a infra-estrutura já preparada, realizamos a primeira reunião de Comissários Internacionais do Cone Sul. Nessa reunião, participaram Laura Salinas, Alejandra Chávez e Sebastián Moraes, respectivamente, Comissários Internacionais da Argentina, Paraguai e Uruguai, e eu pelo Brasil.

Participantes das reuniões em Montevidéu

A reunião foi importantíssima para tratarmos de uma série de assuntos que vão desde as atividades realizadas por nossos grupos em área de fronteira, até temas de política regional e mundial.

Entre todos os pontos que discutimos no final de semana, destaco 3 como sendo os principais:

- Vamos criar um procedimento único para realização de atividades entre grupos escoteiros de países diferentes das 4 associações, de modo a facilitar e agilizar o sistema de autorizações e relatórios.

- Aumentar a cooperação entre as associações, não só com relação a programa e gestão de adultos, mas também com desenvolvimento institucional, comunicação e redes de jovens, bem como promover os eventos regionais que estão sendo organizados (Conferência Interamericana na Argentina e Moot Interamericano no Brasil).

- Organização, em 2012, de uma reunião de Equipes Internacionais, para capacitação dos membros das equipes, novos comissários internacionais e aumentar a cooperação entre todos. A Região Européia organiza uma reunião similar, a cada três anos, que eles chamam de “International Commissioners Forum”. Eu já conversei inclusive com o Craig Turpie, atual presidente do Comitê Europeu, que me enviou toda a programação do último evento deles para termos uma idéia.

Em resumo, o final de semana em Montevidéu foi super produtivo e com certeza vamos ter uma maior integração entre as associações daqui pra frente, a começar pela nossa participação no Jamboree Nacional da Argentina, em janeiro de 2012!

Comissários Internacionais do Uruguai, Argentina, Brasil e Paraguai

Ah! Não posso deixar de agradecer mais uma vez à toda a turma do Movimiento Scout del Uruguay pela brilhante hospitalidade e a deliciosa parrillada do sábado (só de lembrar já me dá fome de novo hehe)!!!

Parrillada sendo preparada

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60 Anos dos Escoteiros Mirins

Não sei ao certo quantos de vocês foram influenciados pelo “Manual do Escoteiro Mirim” quando crianças e acabaram desesperadamente querendo encontrar o Grupo Escoteiro mais próximo da casa de vocês, mas eu me enquadro nessa situação.

Pois bem, no próximo mês de outubro, a Editora Abril lançará nas bancas de todo Brasil a edição especial Escoteiros Mirins – Sempre alerta, reunindo algumas das melhores HQs dos personagens disneyanos idealizados por Carl Barks para os patos trigêmeos Huguinho, Zezinho e Luisinho.

O gibi marcará a celebração dos 60 anos de criação dos personagens e trará, dentre outras atrações, a reedição da primeira história dos escoteiros, E quem salva o São Bernardo?, publicada no Brasil pela última vez em março de 2007, no volume 26 da coleção O Melhor da Disney – As Obras Completas de Carl Barks.

Por aqui, o trio estrelou alguns números da extinta Edição Extra e foi o destaque da Biblioteca do Escoteiro Mirim, uma das mais cultuadas coleções Disney lançadas no País.

Escoteiros Mirins – Sempre alerta chegará com mais de 200 páginas coloridas, em formatinho, e custando R$ 12,95.

Fonte: Universo HQ

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